Indiecast 45 – Viagens interestelares, nave geracional e o projeto Orion

No podcast desta semana Guilherme Prado, Guilherme Moreira e Tiago Braccialli embarcam nas possibilidades de viagens interestelares e de nave geracional.

Primeiro falamos do sistema planetário Trapista como motivador da pauta. Depois o trio explora um pouco como a ficção científica é um motor importante da ciência, trazendo os pais da idea de nave geracional: Robert H. Goddard, Konstantin E. Tsiolkovsky e John D. Bernals.

Em seguida falam sobre o que é uma nave geracional, quais objetivos e dificuldades de encarar tamanha odisséia. Os problemas do confinamento por anos, da ausência de liberdades e opções e dos problemas sociais e éticos dessa jornada.

Para finalizar o projeto Orion, que por pouco não serviu de base para execução do maior projeto da humanidade.

Robert H. Goddard

Pioneiro da tecnologia de foguetes, foi o primeiro a escrever sobre viagens interestelares de longa duração na história “The Last Migration” (A Última Migração, em tradução livre).

Nessa obra, a eminente morte do Sol cria a necessidade de construção de uma Arca Interestelar para salvar a humanidade. Os viajantes ficam em estado dormente durante os séculos de duração da viagem, sendo acordados ao chegarem no destino.

Konstantin E. Tsiolkovsky

Pai da teoria astronáutica e o primeiro a descrever a necessidade de múltiplas gerações para concluir uma viagem interestelar. Em seu texto “The Future of Earth and Mankind” (O Futuro da Terra e da Humanidade) explorou a ideia de uma colônia espacial capaz de voar que viaja por milhares de anos pelo universo.

John D. Bernals’s

Foi autor que primeiro influenciou o público e outros autores de ficção científica quanto as dificuldades e possibilidades da humanidade no espaço. Escreveu sobre a evolução e o futuro da humanidade, sendo o primeiro autor a descrever uma nave geracional.

Project Orion

Foi um estudo que propunha usar explosões nucleares como forma de propulsão de um veículo espacial. Nas primeiras versões a decolagem seria feita da Terra, deixando dejetos radioativos. Versões posteriores propuseram a utilização apenas no espaço.

Seria uma forma viável e plausível de se obter velocidades mais próximas a da luz (entre 0,3% e 4% da velocidade da luz).