Indiecast 44A – Maus a história em quadrinhos que ganhou um premio Pulitzer

No lado A do podcast desta semana Guilherme Moreira, Guilherme Prado e Tiago Braccialli conversam sobre o romance ilustrado Maus, ganhador de um prêmio especial Pulitzer em 1992.

Falamos sobre a obra, o autor Art Spiegelman, o holocausto e as peculiaridades na forma do autor contar esse terrível pedaço da história da humanidade.

Maus

Romance gráfico produzido pelo sueco Art Spiegelman. Narra a luta de seu pai, Vladek Spiegelman um judeu polonês, para sobreviver ao Holocausto. As primeiras páginas foram publicas em 1980 mas o trabalho só foi concluido em 1991. A história fala do relacionamento complicado do autor com seu pai e de como os efeitos da guerra repercutiram através das gerações de sua família.

Em 1992 Spiegelman foi agraciado com um “Prêmio Especial Pulitzer”. Essa categoria foi proposta pois o comitê de premiação não se decidiu se categorizava Maus como uma obra de ficção ou biográfica.

Spiegelman retrata diferentes grupos étnicos através de várias espécies de animais: Os judeus são os ratos (em alemão: maus), os alemães, gatos, os franceses, sapos, os poloneses, porcos, os americanos, cachorros, os suecos, renas, os ciganos, traças, os ingleses, peixes. O uso de antropomorfismo, uma técnica familiar em desenhos animados e em tiras de quadrinhos, foi uma tirada irônica em relação às imagens propagandistas do nazismo, que mostravam os judeus como ratos e os poloneses como porcos. A publicação na Polônia teve de ser adiada devido a este elemento artístico.

Art Spiegelman

Ilustrador, cartunista e autor de histórias em quadrinhos. Estadunidense nascido na Suécia. Atuou durante a década de 1990 na produção de charges, ilustrações e capas para revista novaiorquina The New Yorker. Duas de suas obras mais conhecidas são a semi-biográfica Maus e a coletânea de tiras em quadrinhos In the Shadows of No Towers.

 

Deixe seu recado

Leu Maus? Ou outra histpria do Art Spiegelman? Não se esqueça de deixar um like/retweet e sua opinião aqui ou em:

Até a próxima semana.